terça-feira, 17 de junho de 2014

Nemesis 3

Os Moais são uma presença recorrente nos jogos da série Nemesis. Porém, no Nemesis 3, eles retornam evoluídos! Os Moais nesse jogo são meio-ciborgues e mais difíceis de derrotar.


Mas na vida real os moais também evoluíram! Depois ver o moai do museu do Louvre, e o moai do museu de História Natural em NY, nós fomos visitar o Moai do British Museum em Londres. Mas esse moai evoluiu, é um moai com mamilos!


A evolução tem um motivo. A maioria dos 887 moais conhecidos é feita de tufo, uma rocha formada a partir de cinzas vulcânicas, e bastante fácil de escavar. Mas a baixa densidade que a torna fácil de escavar também impede que você faça esculturas muito detalhadas nela. Mas, desses 887, existem 13 moais que são feitos de basalto, uma rocha mais dura e que permite esculturas com mais detalhes, incluindo mamilos. 

Livingstone Supongo

Livingstone Supongo é mais um divertido plataforma da Opera Soft. Assim como o Goody, esse jogo foi lançado no MSX em duas versões, uma para MSX1 e outra para MSX2, onde a tela de abertura é bastante colorida:


A história do jogo é baseada na história real de David Livingstone, explorador escocês que amava a África, e foi o primeiro a chegar na nascente do rio Nilo. Consta que, em uma das suas expedições, o Livingstone sumiu. Depois de anos sem dar notícias, o jornal New York Herald resolveu pagar o também explorador Henry Morton Stanley para ir ao coração da África descobrir o paradeiro de Livingstone. Essa jornada é a retratada no jogo do MSX.



A história teve um final feliz, o Stanley encontrou o Livingstone vivendo em uma vila africana. Ao encontrá-lo, perguntou: "Dr. Livingstone, eu presumo?", frase famosa que nomeou o jogo. Mas ela era claramente piada. Livingstone era o único branco vivendo naquela região da África.

Livingstone é considerado um herói na Escócia, onde uma estátua dele adorna a principal avenida de Edimburgo:

Além disso, ele está quase totalmente enterrado no lugar mais nobre de todo o Reino Unido: a Westminster Abbey em Londres. (O quase totalmente é porque ele amava tanto a África que seu coração está enterrado lá, só o restante foi trazido de volta).




quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Knightmare

Um dos jogos mais lembrados do MSX é certamente o Knightmare. Na história do jogo, Afrodite, a princesa do reino Grego, foi raptada pelo demônio Hudnos, e a deusa Hera envia um sonho ao herói Popolon contando onde está a prisão de Afrodite: o monte Athos.


Daí a gente conclui que a fase final do jogo é no monte Athos, que fica bem ao norte da Grécia, quase na fronteira com a Bulgária. Mas de onde o Popolon parte? A minha teoria é que as colunas da primeira fase estão representando a Acrópole em Atenas, onde fica o Partenon.


O manual do jogo não tem nenhuma prova conclusiva de que a história começa em Atenas, mas a teoria faz sentido. De Atenas até o monte Athos é só seguir em linha reta para o norte, que é exatamente o caminho que o Popolon faz.

Theseus

Theseus era um dos meus puzzles preferidos no MSX. Ele também era um dos jogos tecnicamente mais complexos do sistema. Por trás da estética minimalista estilo xkcd, o jogo rodava em uma engine de scroll fino inercial em oito direções, o que é bastante complexo de se fazer no MSX 1
.

Enquanto viajava na Grécia, acabei encontrando Theseus em um local que não esperava, o Templo de Apolo em Delphi. Na época das cidades-estado, esse era um local independente onde todo o povo grego se reunia. Porém, cada cidade-estado queria se mostrar mais próspera que a outra, e eles faziam isso construindo templos-ostentação. O único que ainda está de pé é o templo da cidade de Atenas:


Esse é um exemplo clássico de arquitetura de Atenas, um templo com colunas dóricas, tríglifos e métopas. A parte bacana é notar o que está esculpido nas métopas: é a saga de Theseus contada em quadrinhos! Theseus é tido como o fundador de Atenas, então naturalmente o templo iria homenageá-lo. Entre as cenas esculpidas, estão o encontro de Theseus com a deusa Atena, Theseus e o Rapto da Amazona, e, claro, Theseus no labirinto do Minotauro, que foi o que inspirou o jogo.

Note que as métopas que estão no templo não são as originais, são só cópias. Para protegê-las das intempéries, as originais ficam dentro de um museu. Ali dá para ver que as originais sofreram muito com a ação do tempo.


Outra curiosidade sobre o Theseus é que a gente entrava naqueles templos gregos com mais de 2500 anos de idade e eu lia de boa tudo que estava escrito na paredes. A Ila me perguntou "mas Ricbit, onde você aprendeu a ler grego?", e eu respondi "uai, eu fiz engenharia, sei TODAS as letras gregas!"

É claro que isso ajuda a ler, mas não ajuda a entender o que está sendo lido hehe. Por outro lado, funciona bem para nomes próprios, e em especial, serve para ler o que está escrito no jogo. Em letras grandes está escrito "Theseus", e logo abaixo "Iligks 1". O Iligks 4 chegou no Brasil como Episode 4, mas eu nunca descobri se existiram o Iligks 2 e 3.

Rescate Atlantida

Um dos últimos jogos da Dinamic para MSX, Rescate Atlantida conta sua própria versão da lenda de Atlântida.


No jogo, descobrimos que a cidade de Atlântida era só um disfarce, ela foi construída em cima de uma espaçonave vinda do planeta Somerset. Quando a espaçonave submergiu, a cidade foi junto. No jogo, bastante colorido para os padrões espanhóis, você é um mergulhador que precisa encontrar a espaçonave antes que os aliens rivais D.A.G. o façam!


Já na vida real, Atlântida foi só uma história inventada pelo grego Platão em um de seus diálogos. Porém, como diria Hollywood, é uma história "baseada em fatos reais". Há evidências bastante conclusivas de que a história foi baseada na civilização minoana que morava na ilha de Thera, que hoje em dia é a cidade grega de Santorini:


Se você quiser saber mais sobre a ligação de Santorini com Atlântida, eu recomendo o meu outro blog de viagens, onde eu falo um pouco mais sobre as evidências!

Goonies

Um dos meus jogos prediletos no MSX é o Goonies. Ele é um excelente jogo de plataforma, mas na época o que realmente me atraiu foi a música-tema dos Goonies, adaptada de maneira bastante competente para o parco PSG de três canais do MSX:


Em 2008, a Cyndi Lauper veio cantar em Belo Horizonte e naturalmente a Ila e eu fomos assistir. Nós demos sorte imensa de ouvir a música dos Goonies ao vivo, não é sempre que ela canta! Até gravei a apresentação:




terça-feira, 16 de outubro de 2012

Konami

Quando eu comprei meu primeiro MSX, veio junto com ele um punhado de fitas cassete, cheias de joguinhos, alguns bons e outros ruins. Mas eu era esperto, e logo saquei como diferenciar os dois tipos. Os bons eram os que começavam com a tela azul abaixo:


A Konami começou sua incursão no MSX criando adaptações de seus arcades, como Frogger e Super Cobra, e depois começou a criar jogos exclusivos para MSX que marcaram época, como Knightmare e Penguin Adventure. No MSX 2, ela começou franquias que duram até hoje, como Metal Gear e Vampire Killer (Castlevania).

Indo ao Japão, logicamente eu não tinha como deixar de visitar o prédio da Konami né?


O prédio é exclusivo dos funcionários, para os visitantes só tem uma lojinha disponível no térreo (mas a lojinha quase não tem nada de MSX, só uns poucos itens de Gradius e Metal Gear). Como não dava para entrar no prédio, eu resolvi apelar. Chegamos lá bem na hora do almoço, quando os funcionários estavam saindo para o restaurante. Eu fiquei de olho tentando ver alguém conhecido, como o Kojima, mas não reconheci ninguém.


Como o plano do almoço falhou, eu fiquei tentado a usar engenharia social no guardinha para invadir amigavelmente o prédio, mas aí a Ila ficou medo de sermos deportados e me impediu :)

Payload

Quando estávamos planejando nossa viagem ao Japão, era comum que a Ila ficasse um tempão procurando no mapa onde estavam as cidades, enquanto que eu, só de ouvir o nome, já sabia onde a cidade ficava. O motivo é simples: eu era viciado em Payload!


No Payload você controla um caminhoneiro que precisa fazer entregas ao longo do Japão. O mapa do jogo é bastante fiel, e as cidades ficam no mesmo lugar que na vida real. Por isso, quem jogou Payload não se perde no mapa do Japão.


Quando estivemos no Japão em fevereiro, não perdi a oportunidade de tirar uma foto ao lado de um autêntico caminhão de entregas japonês!


O caminhão era da Kuroneko Yamato Takyuubin, o lendário serviço de entregas do gato preto, que serviu de inspiração para o livro Majo no Takyuubin (em inglês Kiki's Delivery Service), e também para o conhecido anime do Studio Ghibli.

domingo, 4 de março de 2012

Iga Ninpou Chou 2

Um dos joguinhos da primeira leva da Casio é o Iga Ninpou Chou 2: Mangetsu Jou no Tatakai (traduzindo: os pergaminhos da arte ninja de Iga parte 2: A luta no castelo da lua cheia). No jogo o personagem precisa invadir o castelo para roubar os pergaminhos secretos do clã ninja de Iga.


A curiosidade é que o tal clã ninja existe de verdade, na cidade de Iga, no Japão. A cidade possui um museu dos ninjas, contando tudo sobre a história dos ninjas, com exposições de armas da época, e até mesmo exibição de ninjas ao vivo.

Além disso, bem ao lado do museu, você também pode visitar o castelo ninja de Iga, o mesmo que você invade no jogo!


A resolução do jogo é meio ruim e não dá pra reconhecer o castelo, mas na ilustração da caixa fica claro que é o mesmo:


Parodius

Quem já jogou o Parodius até o final deve se lembrar do último inimigo do jogo, o temível Baku.


O Baku é uma lenda japonesa sobre um animal telepático que se alimenta dos sonhos das pessoas. Ou pelo menos era o que eu achava. Conversando com um amigo japonês, ele me disse que Bakus são animais reais, e que qualquer zoológico japonês tem um deles. Naturalmente fiquei curioso, e me prometi que quando fosse ao Japão eu visitaria um zoológico para ver um Baku de perto.

Pois bem, quando estávamos em Tokyo, fomos até o Ueno Zoo, e eis que lá eu encontro finalmente o Baku!


A Ila, que é uma menina esperta, logo me perguntou se estávamos no lugar certo. "Isso aí não é um Baku, é uma Anta", disse ela. Mas eu conferi na plaquinha do zoo, e lá estava escrito Baku mesmo. O jeito foi ligar o Android e apelar pra Wikipedia, onde confirmamos: de fato, o Baku e a Anta são o mesmo bicho.

Ou seja, eu viajei meio mundo pra ver o Baku, e no fim era um bicho super comum aqui no Brasil. Concluí que naquele momento o zoológico tinha duas antas.

Hinotori

Na cidade de Kyoto existe o Museu Internacional do Mangá, um prédio enorme com o maior acervo de mangás de mundo, incluindo várias raridades como o primeiro mangá publicado, de 1862. Estando na cidade, eu não podia deixar de visitar o museu!

Mas como eu sou azarado, descobri que o museu fecha exatamente dois dias por ano para renovação do interior, e os dois dias eram exatamente os que eu estava na cidade. Bummer.

Ainda assim, nós passamos na frente do museu, e por trás da grade e da janela olha só quem dava pra ver:


Um zoom pra ficar mais fácil:


É uma estátua gigante do Hinotori! O famoso personagem do Tezuka, que apareceu em mangás, animes e até em jogo de MSX. Procurando na web eu achei um cara que teve mais sorte que eu, e conseguiu tirar uma foto boa. Vejam no flickr dele como a estátua é bonitona.



sábado, 28 de agosto de 2010

Space Manbow

A Konami nunca fez uma versão do Nemesis para MSX2, mas em compensação fez um jogo tão bom quanto: Space Manbow.


Quando eu era criança, não sabia quem era o tal do Manbow do título. Só muitos anos depois eu descobri: manbow é uma espécie de peixe, que no Brasil é conhecido como peixe-lua. Quando passamos pelo Natural History Museum em NY, aproveitei para tirar uma foto com um deles:


Não é realmente parecido com as naves do jogo?

Funky Mouse

Quando Ila e eu casamos, uma das nossas preocupações eram os gatos. Eles estavam acostumados a viver em uma casa cheia de espaço em Londrina, será que iriam se adaptar a um apartamento em Belo Horizonte? Felizmente a preocupação foi desnecessária, hoje os gatos estão felizes e gordos aqui.

Mas enquanto relembrava a vida deles em Londrina, a Ila achou uma foto de uma noite onde os dois caçaram um rato no quintal:


"Olha essa foto, Ricbit! Os dois gatos pretos atrás do ratinho não lembram o Funky Mouse?", disse a Ila. De fato, parece mesmo :)


PS: A Ila pediu pra avisar que ela ficou com dó do ratinho e o salvou antes de ser comido :)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Spitfire '40

Curioso como as coisas invertem. Na década de 80, simuladores de vôo eram moda, todos gostavam de jogar esse gênero. Mas as máquinas não davam conta, os micrinhos daquela época não tinham como fazer uma simulação realista. Hoje em dia, temos simuladores como o X-Plane, tão perfeitos que são usados até em treinamento de pilotos, mas os simuladores saíram de moda e quase ninguém joga.

No MSX, um simulador famoso era o Spitfire '40. Dadas as limitações do MSX, era praticamente um arcade:


Quando eu fiz a minha imersão de dois dias no Smithsonian Air and Space, vi vários aviões clássicos. Entre eles o Spitfire, que deu origem ao jogo e foi umas das estrelas da Royal Air Force britânica na Segunda Guerra:

Dominando o Expert

Quando eu morava em São Paulo, era frequentador assíduo de concertos de música erudita. Não passava mês sem que eu fosse para o Teatro Municipal ou para a Sala São Paulo. Mas aqui em BH eu ainda não tinha ido a nenhum concerto. Felizmente, vimos uma propaganda na TV que mudou isso!

Passava lá, num comercial sobre a Orquestra Filarmônica da Minas, que eles fariam um concerto com a obra Quadros em Exposição, do Mussorgsky. Além de ser uma obra muito bonita, ela ainda tem um significado especial, por ter aparecido no livro Dominando o Expert:

Os livros da Aleph eram cheios de referências culturais. O Linguagem BASIC MSX, por exemplo, vinha com obras do Escher. O Dominando o Expert, por sua vez, explicava como funcionava o comando PLAY dando como exemplo o Mussorgksy:



Nós não perdemos a chance de ver ao vivo, no Palácio das Artes. Conseguimos também filmar o primeiro movimento :)