domingo, 4 de março de 2012

Iga Ninpou Chou 2

Um dos joguinhos da primeira leva da Casio é o Iga Ninpou Chou 2: Mangetsu Jou no Tatakai (traduzindo: os pergaminhos da arte ninja de Iga parte 2: A luta no castelo da lua cheia). No jogo o personagem precisa invadir o castelo para roubar os pergaminhos secretos do clã ninja de Iga.


A curiosidade é que o tal clã ninja existe de verdade, na cidade de Iga, no Japão. A cidade possui um museu dos ninjas, contando tudo sobre a história dos ninjas, com exposições de armas da época, e até mesmo exibição de ninjas ao vivo.

Além disso, bem ao lado do museu, você também pode visitar o castelo ninja de Iga, o mesmo que você invade no jogo!


A resolução do jogo é meio ruim e não dá pra reconhecer o castelo, mas na ilustração da caixa fica claro que é o mesmo:


Parodius

Quem já jogou o Parodius até o final deve se lembrar do último inimigo do jogo, o temível Baku.


O Baku é uma lenda japonesa sobre um animal telepático que se alimenta dos sonhos das pessoas. Ou pelo menos era o que eu achava. Conversando com um amigo japonês, ele me disse que Bakus são animais reais, e que qualquer zoológico japonês tem um deles. Naturalmente fiquei curioso, e me prometi que quando fosse ao Japão eu visitaria um zoológico para ver um Baku de perto.

Pois bem, quando estávamos em Tokyo, fomos até o Ueno Zoo, e eis que lá eu encontro finalmente o Baku!


A Ila, que é uma menina esperta, logo me perguntou se estávamos no lugar certo. "Isso aí não é um Baku, é uma Anta", disse ela. Mas eu conferi na plaquinha do zoo, e lá estava escrito Baku mesmo. O jeito foi ligar o Android e apelar pra Wikipedia, onde confirmamos: de fato, o Baku e a Anta são o mesmo bicho.

Ou seja, eu viajei meio mundo pra ver o Baku, e no fim era um bicho super comum aqui no Brasil. Concluí que naquele momento o zoológico tinha duas antas.

Hinotori

Na cidade de Kyoto existe o Museu Internacional do Mangá, um prédio enorme com o maior acervo de mangás de mundo, incluindo várias raridades como o primeiro mangá publicado, de 1862. Estando na cidade, eu não podia deixar de visitar o museu!

Mas como eu sou azarado, descobri que o museu fecha exatamente dois dias por ano para renovação do interior, e os dois dias eram exatamente os que eu estava na cidade. Bummer.

Ainda assim, nós passamos na frente do museu, e por trás da grade e da janela olha só quem dava pra ver:


Um zoom pra ficar mais fácil:


É uma estátua gigante do Hinotori! O famoso personagem do Tezuka, que apareceu em mangás, animes e até em jogo de MSX. Procurando na web eu achei um cara que teve mais sorte que eu, e conseguiu tirar uma foto boa. Vejam no flickr dele como a estátua é bonitona.



sábado, 28 de agosto de 2010

Space Manbow

A Konami nunca fez uma versão do Nemesis para MSX2, mas em compensação fez um jogo tão bom quanto: Space Manbow.


Quando eu era criança, não sabia quem era o tal do Manbow do título. Só muitos anos depois eu descobri: manbow é uma espécie de peixe, que no Brasil é conhecido como peixe-lua. Quando passamos pelo Natural History Museum em NY, aproveitei para tirar uma foto com um deles:


Não é realmente parecido com as naves do jogo?

Funky Mouse

Quando Ila e eu casamos, uma das nossas preocupações eram os gatos. Eles estavam acostumados a viver em uma casa cheia de espaço em Londrina, será que iriam se adaptar a um apartamento em Belo Horizonte? Felizmente a preocupação foi desnecessária, hoje os gatos estão felizes e gordos aqui.

Mas enquanto relembrava a vida deles em Londrina, a Ila achou uma foto de uma noite onde os dois caçaram um rato no quintal:


"Olha essa foto, Ricbit! Os dois gatos pretos atrás do ratinho não lembram o Funky Mouse?", disse a Ila. De fato, parece mesmo :)


PS: A Ila pediu pra avisar que ela ficou com dó do ratinho e o salvou antes de ser comido :)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Spitfire '40

Curioso como as coisas invertem. Na década de 80, simuladores de vôo eram moda, todos gostavam de jogar esse gênero. Mas as máquinas não davam conta, os micrinhos daquela época não tinham como fazer uma simulação realista. Hoje em dia, temos simuladores como o X-Plane, tão perfeitos que são usados até em treinamento de pilotos, mas os simuladores saíram de moda e quase ninguém joga.

No MSX, um simulador famoso era o Spitfire '40. Dadas as limitações do MSX, era praticamente um arcade:


Quando eu fiz a minha imersão de dois dias no Smithsonian Air and Space, vi vários aviões clássicos. Entre eles o Spitfire, que deu origem ao jogo e foi umas das estrelas da Royal Air Force britânica na Segunda Guerra:

Dominando o Expert

Quando eu morava em São Paulo, era frequentador assíduo de concertos de música erudita. Não passava mês sem que eu fosse para o Teatro Municipal ou para a Sala São Paulo. Mas aqui em BH eu ainda não tinha ido a nenhum concerto. Felizmente, vimos uma propaganda na TV que mudou isso!

Passava lá, num comercial sobre a Orquestra Filarmônica da Minas, que eles fariam um concerto com a obra Quadros em Exposição, do Mussorgsky. Além de ser uma obra muito bonita, ela ainda tem um significado especial, por ter aparecido no livro Dominando o Expert:

Os livros da Aleph eram cheios de referências culturais. O Linguagem BASIC MSX, por exemplo, vinha com obras do Escher. O Dominando o Expert, por sua vez, explicava como funcionava o comando PLAY dando como exemplo o Mussorgksy:



Nós não perdemos a chance de ver ao vivo, no Palácio das Artes. Conseguimos também filmar o primeiro movimento :)


sábado, 26 de setembro de 2009

Tartarugas Ninjas

No comecinho da década de 90, a sensação era o arcade das Tartarugas Ninjas. Ele foi adaptado para vários sistemas da época, inclusive para o Spectrum, mas por algum motivo nunca apareceu no MSX. Ao invés disso, o único jogo das tartarugas que foi lançado foi a versão de plataforma, mais antiga e menos divertida:

Curiosamente, a versão que chegou no MSX chamava Hero Turtles ao invés de Ninja Turtles. Isso é porque o jogo é inglês, e na época tinha uma lei européia dizendo que a palavra "ninja" não poderia ser usada em produtos para crianças.

Quem conhece a série sabe que os nomes das tartarugas são baseados em grandes mestres renascentistas. Quando estivemos na Europa, não perdemos a chance de tirar fotos aos lados de obras feitas por eles :)

Do Leonardo, a Mona Lisa:

Do Donatello, Madonna col Bambino:

Do Michaelangelo, Moisés:

Do Raphael, La Belle Jardinière:

Meu professor de arte costumava dizer que uma das tartarugas estava deslocada. Se fosse pra pegar os quatro artistas da época mais importantes, ao invés do Donatello, teria que ser o Botticelli. A teoria dele é que foi uma questão de marketing: para um americano, Donatello é mais fácil de pronunciar que Botticelli.

Boulder Dash

Na primeira vez que a Ila veio para Belo Horizonte, nós fomos passear no Museu de Mineralogia, que fica pertinho de casa. É um museu bem bacana, tem fósseis, meteoritos e todo tipo de minério e pedra preciosa:

Em um dado ponto a Ila notou: "Ricbit, você percebeu que esse museu parece o Boulder Dash? Aqui está cheio de pedras e diamantes!"

Eu concluí que pessoas criativas conseguem ver MSX em qualquer lugar :)

After Burner

A ala de aviões de guerra modernos do Smithsonian é tão impressionante quanto a ala espacial. Uma das estrelas do acervo é o F-14 Tomcat:

Além de ser o avião que serviu de base pro Super Caça Bombardeiro dos Comandos em Ação, ele também é o protagonista de um jogo clássico que teve versão para o MSX: After Burner!

Se você prestar atenção na foto, verá que esse Tomcat do Smithsonian tem uma medalha no bico. É porque esse avião que está em exposição participou de uma batalha no golfo de Sidra, onde abateu dois MiG-23 líbios, como fazíamos no After Burner :)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Ligue-se ao Expert

Nessa semana Ila e eu comemoramos um ano que estamos juntos, então pra marcar a ocasião resolvemos fazer um jantar romântico. É claro que em um jantar romântico de msxzeiros só tem um prato possível: a sopa de ervilhas!


Quem tem memória boa deve se lembrar que a receita da sopa de ervilhas vinha no cartucho de demonstração do Expert:


Na hora de implementar a receita nós a incrementamos com pedaços de bacon, ficou ainda melhor :)


Para finalizar, um prato tão especial precisa de uma bebida à altura, então brindamos com o suco de uva Goody, que eu só fui conhecer aqui em Minas Gerais.


E se você prestar atenção nas fotos, até tomamos o cuidado de deixar à mesa o cartucho original do Ligue-se ao Expert e a fita cassete original do Goody :)

sábado, 12 de setembro de 2009

Space Shuttle

Eu sempre fui aficionado pelo espaço. De fato, meu primeiro curso de astrofísica eu fiz aos 13 anos, na Escola Municipal de Astrofísica, no Ibirapuera. Mas ainda antes disso, uma das minhas diversões era jogar o simulador de Space Shuttle do MSX:

Na época dizia-se que o jogo era super realista, e até que tinha sido feito com ajuda da Nasa. Eu adorava, e graças ao jogo me tornei um fã das Shuttles. Quando tive oportunidade, não hesitei em me mandar pra Washington pra ver a Space Shuttle Enterprise de perto, no Smithsonian:


Na verdade, ela é tão grande que eu não consegui tirar uma foto em que eu aparecesse com ela por completo:


Nessa visita ao Smithsonian eu matei a curiosidade de ver a Shuttle de perto, mas pra completar eu também precisava saber se eram verdade as histórias sobre o jogo. Felizmente, hoje em dia acha-se de tudo no youtube, até mesmo uma entrevista com o autor original do jogo (começa em 5:00):


O autor não era um engenheiro da Nasa, como diziam os boatos, mas ele realmente tinha contato com uma equipe de lá; e a simulação tão precisa quanto possível, dadas as limitações da época. O jogo foi baseado na missão STS-2 da Columbia, que explodiu em 2003 (ou seja, infelizmente não dá pra conhecer de perto a Shuttle exata em que o jogo foi baseado).

Shalom

Não tem como aprender uma língua nova sem praticar. Quando eu estava aprendendo japonês, eu praticava traduzindo joguinhos. De todas as minhas traduções, a mais complexa foi o Shalom, um rpg humorístico cheio de piadas obscuras.

Como eu não gosto de traduções literais, resolvi adaptar as piadas do jogo, trocando piadas japonesas obscuras por piadas brasileiras obscuras. Em um dado ponto, o personagem dizia que morava numa cidadezinha do interior, e na minha adaptação eu troquei a cidadezinha por Santa Cruz do Rio Pardo:


Eu escolhi Santa Cruz do Rio Pardo por ser uma piada recorrente nas traduções brasileiras do Chaves e do Chapolim. Sempre que algum personagem dizia que era do interior, os dubladores davam um jeito de dizer que eram de lá, como mostrado nesse video:


Mas essa tradução eu fiz em 2004. Tempos depois, em 2008, eu conheci a Ila, e ela me disse que tinha nascido no interior também. Quando eu perguntei em qual cidade, surpresa: em Santa Cruz do Rio Pardo! Eu tinha colocado no jogo, sem saber, a cidade natal da minha esposa :)

Meses depois eu fui visitar a família dela por lá, pude finalmente conhecer a cidade, e tirar uma foto ao lado do rio que a nomeia:

Coliseum

Um joguinho que me divertia muito quando pequeno era o Coliseum, título relativamente obscuro da Topo Soft. O jogo era baseado nas corridas de bigas da Roma antiga, e ali valia tudo, até mesmo matar os inimigos e pegar as suas armas para garantir uma boa colocação.



Quando estávamos na nossa lua de mel em Roma, obviamente fomos visitar o Coliseu, cujo nome original era Anfiteatro Flaviano:


A parte curiosa é que a Topo Soft manjava de fazer joguinhos, mas não manjava muito de história. Quem já visitou o Coliseu deve ter notado que ele não é muito grande, tem o tamanho de um campo de futebol e só. Certamente não tem espaço para corridas de bigas lá dentro.

De fato, as corridas de biga eram feitas em outro lugar, no Circo Máximo. Localizado entre o Palatino e o Aventino, ele fica a pouco mais de meia hora do Coliseu à pé. Infelizmente, depois de dois mil anos sem cuidados, não sobrou quase nada dele.

Hoje em dia, o local onde era o Circo Máximo é um parque, muito usado em concertos e celebrações. Mas, do alto do Palatino, ainda dá pra ver as trilhas de terra onde as bigas corriam:


Lazy Jones

Em tempos de Raving Rabbids e Mario Party, pouca gente se lembra que o precursor das coletâneas de minigames foi o Lazy Jones. No jogo, o personagem está visitando um hotel muito louco, onde ele desvia de hóspedes do barulho, e arma altas confusões com os minigames de cada sala.


Talvez a parte mais impressionante seja que cada minigame tinha sua própria música, um fato memorável dado que o jogo tinha só 32kb. Uma delas, o tema do minigame Stardust, foi remixada pela banda Zombie Nation na música Kernkraft 400.

Kernkraft 400 virou um hit que surgia em todo lugar, presença constante em baladas. Pois qual não foi nossa surpresa quando ouvimos o remix sendo tocado até mesmo na abertura do show da Madonna em São Paulo! É claro que quando reconhecemos tivemos que filmar:


Aquele show teve uma presença estimada em 67 mil pessoas. Não é todo dia que você vê um público tão grande cantando uma música de MSX :)